Crônicas
 

PRENÚNCIO DE BOA CAMPANHA?

Cleuber Roggia**
cleuber.roggia@uol.com.br
www.blogdocleuber.com

 

Iniciamos com os dois pés direitos. Isso não existe, claro. Na verdade, iniciamos com duas vitórias, coisa que não acontecia desde 1997. Prenúncio de uma boa campanha? Tomara, caro leitor vermelho, principalmente pelo ano especial que é 2009: o ano do centenário.

É importante colocar que, apesar da vitória, em São Paulo, sobre o Corinthians, o time não jogou bem. A postura da equipe colorada contra o time de Mano Menezes foi irreconhecível. O jogo foi salvo pela obra de arte de Nilmar. Para os italianos, “Nilmaradorna”. Naquela partida, o Internacional perdeu muito no meio de campo e D’alessandro e Taison não conseguiram encaixar as jogadas. Consequência disso foi a distância entre Nilmar e o meio. Se você se lembra, caro leitor, o passe de D’alessandro foi muito longo e certeiro, para o golaço do brilhante atacante. A partir daí, o jogo foi apertado para o colorado.

Já, diante do Flamengo, na minha humilde opinião, o time deixou de jogar, omitiu-se em muitas oportunidades, podendo segurar mais a bola, ser mais agressivo. Abdicando do jogo, perdeu a posse de bola e aí o Flamengo cresceu e quase ganhou. Acho que Tite arriscou demais. Agora, esses dois jogos, contra Corinthians pelo Campeonato Brasileiro e contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, devem servir para que o grupo colorado, comandado pela sua comissão técnica, corrija os erros e avance para a vitória. E não estou menosprezando a vitória contra o Corinthians, pelo contrário, estou, sim, sublinhando que a dinâmica do futebol do Inter foi diferente.

Dentro de casa, diante do Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, o Internacional fez a diferença. Mudou o jeito de jogar, como também mudou o time. A utilização de um time misto traz uma dualidade, no caso do colorado: ou joga mal e prejudica, ou joga bem porque pretendem a titularidade e vencem. A segunda situação ocorreu. E esse time marcou bem o Palmeiras, de Luxemburgo, e venceu a partida. O time de São Paulo tem qualidade, mas não conseguiu se impôr dentro de campo. Tudo isso porque o a marcação colorada encaixou, a posse e a saída de bola foram muito boas, aliadas à qualidade do grupo, resultando na vitória de 2 a 0. Há, nesse time que venceu o Palmeiras, jogadores pedindo passagem. Marcelo Cordeiro é um, para citar apenas um.

Portanto, se iniciamos bem, pretendemos que tudo ocorra bem e que, a cada jogo, o Internacional cresça e busque o título nacional, neste ano que o tricampeonato invicto completa 30 anos, no ano do centenário do Campeão de Tudo. Ainda, pretendemos, sim, antes de pensar em Campeonato Brasileiro, pensarmos na Copa do Brasil, competição que deixamos, por problemas extra-campo, no ano passado, escorrer entre os dedos. O caminho mais curto da Libertadores é a Copa do Brasil. Competição difícil, complicada, mas perfeita para o Internacional, um time mortal(que mata), principalmente nesta década e neste século que iniciaram vermelho e brancos. E se tudo iniciou bem, como escrevi, que acabe bem com muito trabalho, humildade, concentração e títulos, certamente. Simplesmente porque chegamos num ponto que, depois de tantos anos sem levantar canecos, queremos ganhar para transformar, cada vez mais, nossos sonhos em conquistas, pois não chegamos, e nem é pretensão colorada, “escolher” competições, como alguns times que “encontram-se” nesse patamar.

Por hoje é isso. Um forte abraço e até mais.

INTER, NADA VAI NOS SEPARAR!

*crônica publicada no centenário colorado em blogdocleuber.com
**Cleuber Roggia é colorado e psicólogo. Escreve para o www.futebolnarede.com, desde 2004, e posta suas opiniões em www.blogdocleuber.com.      
 

 

 

 



 

Consulado do S. C. Internacional
- Santa Maria-RS